Cerco às bets ganha força no governo federal após mobilização de Waldemar no Congresso
Política

Cerco às bets ganha força no governo federal após mobilização de Waldemar no Congresso

Por Paula Soares

A ofensiva contra os impactos das casas de apostas ganhou um novo capítulo em Brasília.

Depois de meses de cobranças no Congresso Nacional, o debate chegou ao centro das decisões do governo federal, que avalia medidas mais duras para restringir o funcionamento das bets e dos jogos online no país.

Entre os parlamentares que vêm colocando o tema na agenda está o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante-PE).

O pernambucano tem defendido um endurecimento das regras para o setor e apresentou uma série de propostas para reduzir os impactos das apostas sobre as famílias brasileiras.

Uma das principais iniciativas é o Projeto de Lei 3670/2026, apresentado por Waldemar em julho, que restringe a publicidade e o patrocínio das casas de apostas, amplia a proteção a públicos vulneráveis, estabelece medidas relacionadas à saúde mental e ao endividamento e propõe mudanças na tributação do setor.

Agora, a discussão avança também dentro do Palácio do Planalto. O presidente Lula tem defendido publicamente medidas mais duras contra as plataformas, enquanto o governo discute uma Medida Provisória que pode restringir fortemente o mercado e até proibir determinadas modalidades de apostas online.

Para Waldemar, o avanço do debate mostra que o problema deixou de ser tratado apenas como uma questão de regulamentação econômica e passou a ser encarado também pelo impacto social que provoca.

“Essa é uma luta que a gente vem travando há algum tempo. Não podemos normalizar um modelo que tira dinheiro da mesa das famílias, estimula o vício e atinge principalmente quem está mais vulnerável. Se o governo está disposto a enfrentar esse problema com mais força, terá nosso apoio para avançar”, afirma Waldemar.

O deputado também defende que o Congresso aproveite o momento para discutir de forma definitiva os limites de atuação do setor. “O importante é que o Brasil finalmente está entendendo a dimensão desse problema. Essa discussão precisa resultar em medidas concretas para proteger as pessoas”, completa.