Defesa de Bolsonaro rebate empenho do STF em receber dados para proteger Moraes
Quebra de sigilos

Defesa de Bolsonaro rebate empenho do STF em receber dados para proteger Moraes

Por Vitória Virgínia

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (14) o empenho do Supremo Tribunal Federal (STF), partindo de alguns ministros, em obter a íntegra e originalidade de documentos relacionados ao caso do Banco Master, em que o ministro Alexandre de Moraes é citado várias vezes pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro André Mendonça quebrou o sigilo das investigações da Polícia Federal (PF) há cerca de uma semana, gerando um grande desconforto na Suprema Corte.

Mendonça defende a abertura de uma investigação contra o colega da Corte, o que não foi muito bem recebido por ministros aliados de Moraes.

Segundo o advogado João Henrique de Freitas, que faz parte do corpo de defesa do ex-chefe do Executivo, ambas as defesas dos citados na Ação Penal 2668, intitulada de “trama golpista”, pediram a integralidade dos autos do processo em março de 2025, o que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação.

“Enquanto o STF agora debate, com urgência e amplitude, o acesso a elementos probatórios quando os holofotes se voltam a um de seus próprios integrantes, o trâmite reservado a Jair Bolsonaro e aos demais envolvidos na “trama golpista” foi marcado por balizas bem mais estreitas. Naquele contexto, não custa lembrar, pedidos das defesas (todas!). “Para acessar a integralidade das mídias e dos acervos sob posse da PF, foram sucessivamente podados ou postergados”, disse o advogado no X (antigo Twitter).

A crise no Supremo se agravou, e nesta terça-feira (15) a Corte irá julgar o ministro Alexandre de Moraes por um suposto elo com o banqueiro mineiro. Os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino solicitaram com urgência, desde a última sexta-feira (11), a íntegra dos dados para embasar o mérito da denúncia.

Em outro vídeo resgatado do julgamento de Jair Bolsonaro, o advogado Celso Villardi sustenta no plenário da Primeira Turma que a defesa não teve acesso total aos dados da denúncia de suposta tentativa de golpe de Estado. Em setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Com informações do Diário do Poder.