Justiça manda soltar investigados na Operação Exchange
Operação Exchange

Justiça manda soltar investigados na Operação Exchange

Por Vitoria Virginia

Seis pessoas investigadas por integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC deixam a prisão nesta quarta-feira, 8, por ordem da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A decisão ocorre porque o prazo de cinco dias previsto para a prisão temporária, decretada durante a Operação Exchange na última sexta-feira, 3, terminou sem que a Justiça convertesse a medida em prisão preventiva.

Entre os liberados está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelas autoridades americanas como secretária e parente de Victor Henrique de Oliveira Shimada, empresário identificado como cabeça do esquema investigado.

Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, ela ajudava Shimada a movimentar recursos por meio de empresas de fachada, dentro de uma estrutura suspeita de lavar cerca de R$ 10 bilhões oriundos do tráfico internacional de drogas em favor da facção criminosa.

Investigados soltos e defesa

De acordo com informações do blog do Fausto Macedo, além de Stella, também recebem alvará de soltura Carlos Henrique Costa Almeida e João Gilberto Codognotto, conhecido como “Giba”, descritos como intermediários de remessas de alto valor negociadas diretamente com Shimada.

Completam a lista Gabriel Innocente, investigado por comercializar haxixe e intermediar pagamentos; Jefferson Costa de Britis, contador de empresas usadas para movimentar recursos de origem ilícita; e Paulo Roberto Macedo, o “Urso”, suspeito de armazenar e repassar grandes somas em dinheiro.

A defesa de Stella declarou que “recebe a decisão com respeito e serenidade, por entender que ela observa rigorosamente os pressupostos legais das medidas cautelares” e afirmou confiar que “a inocência de Stella será plenamente demonstrada no decorrer da investigação”.

Foragidos têm prisão preventiva decretada
Enquanto os seis investigados citados deixam a prisão, outros suspeitos que permanecem foragidos passam a responder a mandados de prisão preventiva. É o caso do próprio Victor Shimada, além de Ygor Fokin Saviolli, apontado como coordenador logístico e financeiro da organização, e Amauri Henrique de Oliveira, pai de Stella, investigado por apoio operacional e transporte de dinheiro em espécie.

Também tiveram a prisão convertida Anderson Gonçalves Amaral, sócio de empresa suspeita de movimentar recursos ilícitos; Leandro de Proença e Romany Cutolo Bonente, o “Roma”, identificados como operadores financeiros do grupo; e Diego Lameiro Diz, investigado por auxiliar na lavagem de dinheiro por meio da criação de empresas de fachada no Brasil e nos Estados Unidos. Com informações de O Antagonista.