Coluna da terça-feira: A estratégia de João Campos para conquistar o interior de Pernambuco
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, fez nesta segunda-feira (15), em Gravatá, um dos movimentos mais importantes de sua pré-campanha. O lançamento da chamada "escuta ativa" marca o início de uma estratégia desenhada para enfrentar seu principal desafio eleitoral: ampliar sua presença no interior e transformar a força política construída na Região Metropolitana do Recife em competitividade em todas as regiões do Estado.
A escolha de Gravatá para abrir o ciclo de encontros não foi aleatória. João sabe que chega fortalecido pela aprovação de sua gestão na capital, mas também tem consciência de que a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas será decidida principalmente pela capacidade de reduzir a vantagem que a governadora Raquel Lyra possui em importantes redutos do Agreste e do Sertão. A escuta ativa surge justamente como instrumento para acelerar essa interiorização da pré-campanha.
O discurso do socialista deixou claro que sua estratégia passa pelo contato direto com a população. "Vai ser suando a camisa, entrando na rua, no meio do povo. Vai ser na feira, na escola, construindo o debate", afirmou. Mais do que uma frase de efeito, a declaração aponta para uma agenda permanente de circulação pelo Estado, baseada na presença física e no diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
Ao apresentar a escuta como base para a construção do programa de governo, João também buscou associar sua pré-candidatura a uma tradição política ligada ao legado de Miguel Arraes. Ao defender que é preciso ouvir para "acertar mais e errar menos", o ex-prefeito tenta construir a imagem de uma candidatura aberta à participação popular e distante da arrogância que criticou durante o evento.
Outro ponto central da fala foi o resgate dos governos socialistas em Pernambuco. João citou programas como o Chapéu de Palha, a expansão da educação integral, das escolas técnicas, a construção de hospitais e UPAs e outras ações que marcaram as gestões de Eduardo Campos. A intenção é clara: conectar sua candidatura a um ciclo administrativo que ainda possui forte lembrança positiva entre muitos pernambucanos.
No fim das contas, o ato de Gravatá serviu menos para apresentar propostas e mais para apresentar um método. João quer transformar a construção do programa de governo em uma grande mobilização política pelo interior, consolidando sua imagem para além do Recife e tentando convencer o eleitorado de que pode levar para Pernambuco a mesma capacidade de gestão que o tornou uma das principais lideranças políticas do Estado.
Fechado com João - O prefeito de Itacuruba, Juninho Cantarelli (PSB), reafirmou apoio ao projeto político de João Campos durante evento em Gravatá. O gestor destacou a aprovação da gestão do ex-prefeito do Recife e afirmou que trabalhará para que o socialista seja majoritário no município. Juninho também aproveitou para reclamar da relação com o Governo do Estado, afirmando que, em um ano e cinco meses de mandato, ainda não foi recebido pela governadora Raquel Lyra.
Porto eleva o tom - O presidente da Alepe, Álvaro Porto, subiu o tom contra a governadora Raquel Lyra durante ato político em Gravatá. O deputado afirmou à coluna que a gestora sofrerá “a maior derrota da história de Pernambuco” em 2026 e classificou João Campos como futuro governador do Estado. Porto também destacou a mobilização de aliados no evento, afirmando ter levado cerca de 700 apoiadores.
Márcia reforça palanque - A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), reforçou o alinhamento do partido com a pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. Em discurso, exaltou o legado do presidente Lula, defendeu a união das forças progressistas e fez uma crítica indireta à governadora Raquel Lyra ao afirmar que “uma das mulheres que está aí não nos representa”.
Paulo Roberto aposta em João - O prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto (MDB), defendeu a pré-candidatura de João Campos e afirmou que o socialista representa a esperança de um novo ciclo para Pernambuco. Durante o ato em Gravatá, o gestor destacou a experiência administrativa de João no Recife e disse que o Estado precisa voltar a crescer e recuperar sua capacidade de desenvolvimento.
Victor destaca coragem - O prefeito do Recife, Victor Marques (PSB), afirmou que João Campos escolheu o caminho mais difícil ao deixar a Prefeitura para disputar o Governo do Estado. Segundo ele, o ex-prefeito poderia ter permanecido na capital, mas decidiu enfrentar o desafio de ampliar para Pernambuco ações e investimentos realizados no Recife. Victor também defendeu uma gestão focada em resultados e criticou quem apenas promete sem executar.
Foco no trabalho - “O maior patrimônio da Amupe é ter os 184 municípios associados. Temos que proteger e preservar isso, dando prioridade às reais necessidades dos prefeitos e prefeitas, sem deixar que a política partidária atrapalhe o nosso trabalho”. A fala é do prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que também preside a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Ele concedeu entrevista na manhã desta segunda ao programa Cidade em Foco, da Rede Pernambuco de Rádios.
Fim de ciclo - Ainda no programa Cidade em Foco desta segunda-feira (15), o blogueiro Edmar Lyra falou sobre a recente pesquisa do Instituto DataTrends para o Governo da Bahia. Segundo Edmar, a eleição deste ano poderá representar o ponto final de um ciclo de 24 anos do PT à frente do governo baiano. “Desde a eleição de Jaques Wagner, em 2006, o PT comanda o estado e isso naturalmente traz uma fadiga de material, que pode ser vista nos números da pesquisa DataTrends”, disse ele.
Trabalho perene - “Tenho caminhado dentro de um planejamento, até porque a eleição de deputado estadual é muito dura e complexa”. A fala é do deputado estadual Diogo Moraes, do PSB, que, na manhã desta segunda-feira (15), falou à Rede Pernambuco de Rádios sobre o seu projeto de reeleição à Alepe. “Meu trabalho é perene, ele não acontece apenas perto das eleições. Tenho muita responsabilidade em uma eleição deste tamanho”, afirmou.
Cumprindo com o seu papel - “Nosso trabalho tem sido garantir o fortalecimento da Assistência Social como um todo, fazendo com que o Governo do Estado cumpra com o seu papel, que é cuidar dos municípios”. A fala é da governadora Raquel Lyra, que na manhã desta segunda comandou a solenidade de entrega de 184 veículos a todos os municípios pernambucanos através do programa Move SUAS PE. Os novos carros irão reforçar a atuação dos serviços de acolhimento, ampliando o alcance das políticas públicas de proteção social em todo o estado.
Miguel analisa popularidade - Em discurso durante a entrega do Hospital Nossa Senhora Aparecida, o pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho, exaltou feitos da governadora Raquel Lyra e falou da sua percepção sobre o que o povo vem achando da gestão: "Quando essas pessoas gritam seu nome, não é por tietagem, é por acreditar que você continuará fazendo mais. Não por você, mas por toda a nação pernambucana", afirmou.
Ajuda em Brasília - Quem também esteve presente junto à Raquel Lyra foi a ex-prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal, Juliana de Chaparral. Em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios, ela citou os feitos da governadora na saúde e reafirmou que continuará apoiando a gestora caso seja eleita: "Se Deus quiser, quando estiver em Brasília, estarei ao lado da governadora e de todos os pernambucanos, servindo na saúde aos nossos municípios", disse.
Mendonça critica - O deputado federal Mendonça Filho criticou os governos do PSB, afirmando que a população vai fazer a comparação entre como o estado estava e como será entregue: "Todo mundo sabe que Pernambuco estava no fundo do poço em várias áreas. Saúde estava sucateada, entregue a própria sorte", afirmou.