Coluna da quarta-feira: Lula pode insistir em Messias ao STF e abrir nova queda de braço com o Senado
A histórica rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal segue produzindo efeitos políticos em Brasília, e uma hipótese começa a ganhar força nos bastidores: a possibilidade de o presidente Lula reenviar o mesmo nome ao Senado em uma nova tentativa de aprovação.
A tese, que parecia improvável logo após a derrota, voltou a circular porque Messias não foi barrado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado por incapacidade técnica ou ausência de requisitos constitucionais. Pelo contrário. O atual AGU passou pela sabatina e teve o nome aprovado na comissão por 16 votos a 11 antes de ser derrotado no plenário.
Essa diferença é considerada central por aliados do governo e juristas ouvidos nos bastidores. A leitura é de que a rejeição no plenário teve caráter majoritariamente político, impulsionada pela tensão entre Congresso e STF, pela antecipação do clima eleitoral de 2026 e pela insatisfação de parte do Senado com o Palácio do Planalto.
A derrota foi histórica. Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, tornando-se o primeiro indicado rejeitado pelo Senado para o STF desde 1894.
Nos bastidores do governo, a avaliação é que justamente o fato de a CCJ ter avalizado o nome abre uma brecha política, e até jurídica, para uma nova indicação futura. A interpretação é simples: se a comissão técnica do Senado reconheceu que Messias preenchia os requisitos constitucionais para ocupar a cadeira, nada impediria Lula de reapresentar o nome em um outro contexto político.
A situação seria completamente diferente caso a própria CCJ tivesse rejeitado o indicado. Nesse cenário, o Senado teria produzido um juízo não apenas político, mas também técnico sobre a incapacidade do candidato de atender aos critérios exigidos para o cargo. Aí, uma nova indicação do mesmo nome poderia gerar uma crise institucional ainda maior.
Outro fator pesa nessa discussão: a cadeira no STF continua vaga. E, constitucionalmente, a prerrogativa de indicação pertence exclusivamente ao presidente da República.
Ainda assim, há obstáculos políticos relevantes. A rejeição expôs fissuras na articulação do governo dentro do Senado e fortaleceu o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apontado nos bastidores como um dos principais articuladores da resistência ao nome de Messias.
Além disso, uma eventual insistência no mesmo nome poderia transformar a disputa em um embate direto entre Planalto e Senado em pleno ambiente pré-eleitoral. O cálculo político de Lula, portanto, passa a envolver não apenas a vaga no STF, mas também o custo institucional de prolongar essa crise entre os Poderes.
Impacto direto - “O pequeno, o médio e o grande irão sofrer com essa medida, principalmente o pequeno e o médio confeccionista. Haverá um impacto direto em nossa economia, e os nossos confeccionistas irão sofrer com isso”. O alerta foi feito pelo advogado Dr. Marcelo Diógenes, que, em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios, falou sobre os impactos do fim da “Taxa das Blusinhas” na economia do Polo de Confecções.
Muito ruim - A ex-deputada estadual Alessandra Vieira também falou sobre a polêmica em torno do fim da “Taxa das Blusinhas”. “É muito ruim para o Polo de Confecções, é muito ruim para as nossas costureiras, é muito ruim para as mulheres do Agreste. Precisamos lutar para que essa taxa não caia. Não queremos privilégios, queremos apenas condições iguais para que possamos competir com o produto asiático”.
O porta-voz - Quem também concedeu entrevista à Rede Pernambuco de Rádios foi o vereador caruaruense Anderson Correia. Pré-candidato a deputado estadual pelo PP, ele se propõe a ser o “porta-voz” da causa animal na Assembleia Legislativa. “Precisamos ampliar a discussão em torno de medidas que beneficiem a causa animal. Vou trabalhar para transformar em políticas públicas as demandas dessa causa”.
Reforço - “Hoje recebemos mais dois ônibus escolares para fortalecer o transporte dos nossos estudantes. Com esses novos veículos, já são nove ônibus entregues através da parceria com a nossa governadora Raquel Lyra, que tem sido uma grande parceira de Vertente do Lério”. A fala é do prefeito de Vertente do Lério, Dr. Histênio, que comemorou o reforço de dois novos ônibus na frota do transporte escolar do seu município.
Adiado - Foi adiado o evento que aconteceria nesta quarta-feira (27), em Cabo de Santo Agostinho, onde o prefeito Lula Cabral anunciaria oficialmente o seu apoio ao projeto de reeleição do deputado federal Pedro Campos. O ato acontecerá em outra data pelo fato de o ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos, ter uma viagem para fora do estado justamente nesta quarta.
Sebá defende Dueire na chapa de Raquel - Sebastião Oliveira defendeu o nome do senador Fernando Dueire para a chapa da governadora Raquel Lyra em 2026. A declaração foi dada durante agenda em Serra Talhada, no último sábado (23), quando Sebá exaltou o perfil municipalista de Dueire e o apoio do senador aos prefeitos pernambucanos.
Miruca destaca saldo positivo da Marcha - O prefeito Miruca fez um balanço positivo da participação de Água Preta na Marcha dos Prefeitos 2026, realizada em Brasília. Segundo o gestor, a agenda garantiu importantes articulações com parlamentares e ministros em busca de investimentos para o município. “Pouca conversa e muito trabalho”, resumiu.
Gabinete de Dueire, o mais procurado - O chefe de gabinete do senador Fernando Dueire, Aristeu Plácido, destacou a intensa movimentação no gabinete do parlamentar durante a Marcha dos Prefeitos. Em entrevista exclusiva à Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog, ele revelou que mais de 70 prefeitos pernambucanos passaram pelo local ao longo da mobilização municipalista em Brasília.
Zanella reúne lideranças em aniversário - A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco, Ingrid Zanella, reuniu lideranças políticas e representantes da advocacia pernambucana durante a celebração do seu aniversário, nesta segunda-feira (25). O evento contou com a presença de nomes como João Campos, Marília Arraes, Dani Portela e Miguel Coelho.
Convicção - Durante entrevista na Rádio Folha, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos, ressaltou a sua convicção na escolha do time que formará o seu palanque: “É um time que tem coerência política, representatividade em Pernambuco e presença com o sentimento genuíno do povo”, afirmou.
Resposta - “Teve muita gente que teve oportunidade de fazer e não fez. Me deixe trabalhar que eu sei fazer”. Assim, a governadora Raquel Lyra finalizou o seu discurso durante a entrega de 183 títulos de regularização fundiária em Jaboatão. Nas palavras da gestora, no que pareceu ser uma resposta aos adversários, estão tentando atrapalhar o seu trabalho.