Diogo Moraes denuncia colapso na saúde pública e cobra mais investimentos em Pernambuco
Pernambuco

Diogo Moraes denuncia colapso na saúde pública e cobra mais investimentos em Pernambuco

Por Jameson Ramos

Nesta terça-feira (26), deputados estaduais da oposição que integram a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) denunciaram a situação da saúde pública no Estado durante coletiva de imprensa realizada na sede do Legislativo estadual.

O deputado estadual Diogo Moraes afirmou que Pernambuco vive um cenário de superlotação hospitalar provocado, segundo ele, pela redução de investimentos na área da saúde ao longo dos últimos anos.

Durante a coletiva, o parlamentar relembrou investimentos realizados em governos anteriores para desafogar a rede hospitalar da capital, citando a construção de unidades como os hospitais Hospital Pelópidas Silveira, Hospital Dom Helder Câmara e Hospital Miguel Arraes, além dos hospitais Hospital Eduardo Campos e Hospital Mestre Vitalino, construídos no interior do Estado.

Segundo Diogo Moraes, essas unidades foram criadas para descentralizar os atendimentos e evitar que pacientes precisassem se deslocar para o Recife. O deputado argumentou, no entanto, que o crescimento e o envelhecimento da população exigem investimentos permanentes em novos hospitais, leitos e equipamentos.

“O problema é que isso não pode parar em quatro anos. Tem que continuar investindo, ampliando e construindo novas unidades hospitalares para atender a população”, afirmou.

O parlamentar também criticou a redução dos investimentos estaduais em saúde. De acordo com ele, Pernambuco teria reduzido de 18,5% para 15,5% o percentual do orçamento destinado à área entre 2022 e 2025, o que representaria, segundo a oposição, cerca de R$ 1,5 bilhão a menos em investimentos.

Ainda segundo o deputado, a consequência seria o aumento da superlotação nas unidades de saúde, além da falta de materiais, medicamentos e profissionais especializados. Durante a coletiva, ele citou denúncias sobre ausência de anestesistas e insumos para realização de cirurgias em unidades hospitalares do Estado.

Para a oposição, o cenário atual seria resultado da falta de planejamento e da redução de investimentos na rede pública de saúde ao longo dos últimos três anos e meio.