"Pernambuco não pode mais voltar ao passado", diz Gena Lins durante agenda com Raquel Lyra em Taquaritinga do Norte
Por Jameson Ramos
O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins, fez um discurso marcado por tom reflexivo e simbólico ao comentar a trajetória da governadora Raquel Lyra durante a entrega da PE-130, no Agreste pernambucano.
Em sua fala, Gena construiu uma espécie de diálogo imaginário entre a atual governadora e a então prefeita de Caruaru, cargo que Raquel ocupou antes de chegar ao Governo do Estado. A ideia, segundo ele, era ilustrar os desafios enfrentados ao longo dessa caminhada política.
“Eu fico imaginando como seria essa conversa entre a governadora e a prefeita. Como foi essa trajetória? E eu acho que a resposta seria: foi difícil, foi duro, foi custoso, a estrada foi espinhosa”, afirmou.
O prefeito destacou que, nesse cenário hipotético, a então prefeita relataria ter enfrentado um ambiente político adverso em Pernambuco. “Eu observei um estado que precisava de alguém que se entregasse por inteiro, alguém com coragem de furar a bolha, de enfrentar um sistema que estava aí há 16 anos. Um estado que não avançava como poderia, que trabalhava para poucos”, disse.
Gena também ressaltou a dificuldade de enfrentar uma estrutura política consolidada, sobretudo vindo do interior. “Era uma realidade dura. As oposições divididas, o poder concentrado. Não era fácil para uma prefeita do interior ir contra tudo isso. Muita gente desacreditou”, pontuou.
O prefeito relembrou ainda o processo eleitoral, marcado por desconfiança de parte das análises políticas. “A senhora foi para o segundo turno ainda desacreditada, as pesquisas não apontavam aquela vitória expressiva. E, mesmo assim, acreditando no seu propósito, a senhora venceu”, disse.
Na sequência, Gena deu continuidade ao diálogo imaginário, projetando a fala de Raquel Lyra já como governadora. “E aí eu perguntaria: governadora, e agora? E a resposta seria: encontrei dificuldades, encontrei um sistema viciado, resistência, pessoas que não entenderam que o resultado das urnas precisava ser respeitado”, afirmou.
Segundo ele, o início da gestão de Raquel foi dedicado à reorganização do Estado. “Foi preciso segurar, organizar a casa, arrumar as finanças. Passou um ano e meio estruturando, planejando, preparando o Estado para avançar”, destacou.
Por fim, o prefeito ressaltou o momento atual como uma fase de entregas. “Quando muitos achavam que o governo não ia acontecer, as obras começaram a chegar. Elas estão nos quatro cantos do estado. As coisas estão acontecendo, e as pessoas estão abrindo os olhos para essa nova realidade”, disse.
Encerrando, Gena reforçou a ideia de continuidade do trabalho. “Governadora, a senhora está avançando, está chegando. E Pernambuco não pode mais olhar para trás, não pode mais voltar ao passado. O estado precisa seguir em frente”, concluiu.