“Marília não está na chapa de João porque é prima dele, mas porque tem história”, diz Wolney Queiroz
Brasília

“Marília não está na chapa de João porque é prima dele, mas porque tem história”, diz Wolney Queiroz

Por Jameson Ramos

Em entrevista concedida diretamente de seu gabinete, em Brasília, ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, avaliou o cenário político em Pernambuco e destacou a importância da reorganização do PDT no estado após a chegada de Marília Arraes.

Ao comentar a disputa proporcional, Wolney fez um diagnóstico direto sobre as dificuldades enfrentadas por partidos médios. Segundo ele, a ausência de mandatos na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa fragiliza a estrutura partidária, especialmente na montagem de chapas competitivas. “Não é fácil para um partido médio conseguir sozinho formar essas nominatas. Quando há deputados com mandato, a estrutura ajuda a mobilizar novos nomes, o que não é o caso do PDT atualmente”, afirmou.

Apesar disso, o ministro demonstrou otimismo com o desempenho de Marília Arraes na disputa majoritária. Para ele, a ex-deputada representa um novo fôlego para o partido em Pernambuco. “A chegada de Marília deu uma animada no estado. Estou confiante de que ela não apenas será eleita senadora, como pode ser a mais votada da história”, projetou.

Ao analisar a composição da chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos, o ministro avaliou de forma positiva a inclusão de Marília Arraes. Segundo ele, a aliança fortalece o campo progressista e agrega representatividade. “É uma candidatura de esquerda, alinhada ao projeto do presidente Lula. Além disso, é uma mulher com trajetória própria, o que tem um peso político importante”, destacou.

Wolney reforçou ainda que Marília construiu um caminho independente na política pernambucana, lembrando inclusive o histórico de disputas eleitorais contra o próprio João Campos. “Ela tem CPF próprio. Já disputou eleições duras, como a de 2020, e mostrou força. Agora, essa união forma uma chapa muito competitiva, junto com Humberto Costa e Carlos Costa”, completou.

Mesmo apontando João Campos como favorito, o ministro prevê uma eleição acirrada no estado. Para ele, o diferencial estará na capacidade de comunicação com o eleitor. “Não adianta escolher adversário. O importante é entrar na campanha com um discurso que emocione, que traga esperança. E João tem essa capacidade de empolgar”, afirmou.

Ao comentar movimentações políticas recentes, como o reposicionamento de Túlio Gadêlha, seu ex-companheiro de partido, Wolney adotou um tom pragmático. Para ele, cada grupo deve se concentrar na própria estratégia. “Cada chapa precisa organizar seu time e ir para o jogo. O eleitor é quem vai decidir”, concluiu.