“A primeira que eu boto pra fora é a filha dele”, Júnior Matuto revela suposto áudio envolvendo vice-prefeito de Paulista
Paulista

“A primeira que eu boto pra fora é a filha dele”, Júnior Matuto revela suposto áudio envolvendo vice-prefeito de Paulista

“Tem uma gravação… ‘a primeira que eu boto pra fora é a filha dele’.” A declaração foi feita pelo deputado estadual Júnior Matuto durante entrevista ao podcast Pobre Cast, na noite da quarta-feira (25), ao comentar o cenário político da cidade do Paulista e o que classificou como um “desastre na gestão atual”.

Durante a entrevista, o parlamentar afirmou ter tido acesso a um suposto áudio atribuído ao vice-prefeito Felipe Andrade, no qual haveria falas direcionadas ao prefeito Severino Ramos e à sua filha, Amanda Rodrigues.

Segundo Matuto, o conteúdo da gravação teria sido ouvido por ele e também pelo próprio prefeito. “Tem uma gravação que, isso eu escutei. O atual prefeito escutou. ‘Esse filho de não sei de o quê não passa mais seis anos vivo. A primeira que eu boto pra fora é a filha dele’. Isso aí tem. Porque chegou pra mim”, declarou.

A fala ocorre em meio ao cenário de tensão política no município, marcado por um racha público entre o prefeito e o vice-prefeito, ambos integrantes do mesmo grupo político.

Ainda na entrevista, Júnior Matuto fez uma análise da relação entre os dois gestores, relembrando o período da campanha eleitoral e destacando a proximidade inicial entre ambos.

De acordo com o deputado, o vice-prefeito teria sido tratado como “um filho” pelo então candidato a prefeito durante a construção da chapa, mas acabou sendo, segundo ele, “escanteado” após a vitória nas urnas.

“Pior do que nunca ter é ter e perder. O vice me levou à casa do atual prefeito, e lá eu ouvi que ele era como um filho. Depois, foi colocado na rua pra prometer e captar. Quando a fatura chegou, veio o rompimento”, afirmou.

O parlamentar também sugeriu que o atual cenário administrativo do município estaria diretamente ligado à ruptura política entre prefeito e vice, apontando que o distanciamento teria impactado a governabilidade.

“Ou ele dizia que não mandava em nada, ou rompia. Ele preferiu o rompimento. E aí surge o álibi de que não concorda com a gestão”, disse.

As declarações ampliam a crise política interna no município, que já vinha sendo evidenciada por divergências públicas e recentes posicionamentos envolvendo integrantes da gestão.

Até o momento, não houve posicionamento oficial sobre o conteúdo das falas mencionadas pelo deputado.