João Campos promete diálogo com moradores após protesto contra desapropriações para ponte Cordeiro–Casa Forte
Ponte

João Campos promete diálogo com moradores após protesto contra desapropriações para ponte Cordeiro–Casa Forte

Por Jameson Ramos

O prefeito do João Campos (PSB) afirmou que a Prefeitura do Recife vai manter diálogo com os moradores que podem ser afetados pela construção da ponte que ligará os bairros do Cordeiro e Casa Forte. A declaração foi feita após protestos de moradores durante o evento que marcou o início das obras do equipamento viário.

A mobilização ocorreu porque a construção da ponte e do sistema viário associado deverá exigir a desapropriação de cerca de 150 imóveis, principalmente no lado do Cordeiro, onde se concentra a maior parte das residências atingidas.

Durante a cerimônia, moradores manifestaram preocupação com a possibilidade de perder suas casas e cobraram mais informações sobre o projeto e as indenizações. Parte dos moradores afirmaram que ainda não tiveram acesso claro aos detalhes do traçado da obra nem às condições das remoções.

João Campos afirmou que a gestão municipal está aberta ao diálogo com todas as famílias afetadas e que o processo será conduzido de forma “justa e correta”.

“Todas as famílias que quiserem dialogar, a Prefeitura está à disposição. Nós vamos fazer a avaliação de cada casa e realizar o pagamento. Se a família não concordar, pode recorrer, pedir uma nova avaliação ou até discutir judicialmente”, afirmou o prefeito.

Campos também destacou que grandes intervenções urbanas costumam exigir negociações sociais e que a prefeitura mantém equipes para tratar diretamente com as comunidades impactadas.

Apesar da contestação de moradores, o prefeito afirmou que a obra seguirá adiante por ser considerada estratégica para a mobilidade urbana do Recife.

De acordo com a gestão municipal, a ponte faz parte do projeto da Terceira Perimetral e pretende criar uma nova ligação entre as zonas Norte e Oeste da cidade, reduzindo distâncias e tempo de deslocamento em diversos trajetos.

“Grandes obras demandam uma interface social. A gente vai dialogar, respeitar, mas não vamos deixar de fazer uma obra que vai beneficiar milhões de pessoas”, declarou.