Prioridade é Lula: Carlos Veras diz que episódio com Osmar Ricardo é página virada e evita polêmica sobre Marília Arraes
Por Jameson Ramos
Em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, o deputado federal e presidente estadual do PT, Carlos Veras, comentou episódios recentes da política pernambucana e o cenário que se desenha para as eleições de 2026, incluindo o voto do então vereador petista Osmar Ricardo pela abertura de uma CPI contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), além do debate sobre a possível composição da chapa majoritária que deve disputar o Governo do Estado.
Ao tratar da polêmica envolvendo o voto de Osmar Ricardo para instaurar uma CPI na Câmara do Recife, Veras minimizou o episódio e afirmou que o tema já está superado dentro do partido. Segundo ele, o PT é uma legenda marcada por debates internos e pela pluralidade de posições.
“O PT é um partido que tem muito diálogo, muitos debates e muitas lideranças. Não é um partido que tem dono, chefe ou cacique. Ele é formado pela força das suas bases sociais, dos movimentos sindicais e dos movimentos sociais. Isso naturalmente gera debates”, afirmou.
O dirigente destacou ainda que o episódio relacionado ao vereador já foi resolvido institucionalmente. “A questão envolvendo a assinatura do vereador Osmar Ricardo já foi analisada, o processo foi arquivado e esse assunto hoje é página virada. O que precisamos agora é seguir trabalhando para fortalecer o partido e os projetos que temos para Pernambuco e para o Brasil”, disse.
Veras ressaltou que, no momento, o foco do partido está voltado para a construção de uma forte chapa proporcional e para as principais disputas majoritárias de 2026. Ele citou como prioridades a reeleição do senador Humberto Costa e a continuidade do projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nossa prioridade é consolidar a reeleição do senador Humberto Costa e a reeleição do presidente Lula. O PT trabalha incansavelmente junto com a Federação Brasil da Esperança para ampliar nossas bancadas de deputados estaduais e federais”, afirmou.
Durante a entrevista, Veras também comentou o cenário em torno da ex-deputada federal Marília Arraes, que recentemente confirmou sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e reafirmou a intenção de disputar o Senado em 2026. A ex-parlamentar tem defendido a possibilidade de integrar a chapa que pode ser liderada por João Campos ao Governo de Pernambuco.
Nos bastidores, porém, a discussão sobre a segunda vaga ao Senado na eventual chapa governista tem gerado divergências entre aliados. O PT já definiu que a prioridade é garantir a candidatura de Humberto Costa à reeleição, enquanto outros nomes também buscam espaço, como o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto para o Senado em Pernambuco, a presença de Marília na chapa ainda é incerta e depende das negociações entre os partidos da frente que devem apoiar João Campos ao Governo do Estado.
Questionado sobre a movimentação da ex-deputada e se ela deveria ser o segundo voto da chapa ao Senado ao lado de Humberto Costa, Veras adotou um tom cauteloso. Ele lembrou da trajetória política compartilhada com Marília, mas evitou entrar na disputa por espaço na majoritária.
“Marília é uma amiga que a política me deu. Independentemente das posições políticas, ela está defendendo aquilo que acredita ser o melhor caminho para ela. O que posso garantir é que o PT fará parte de uma chapa que tenha dois senadores alinhados 100% com o projeto de país liderado pelo presidente Lula”, concluiu.