“Não tem impacto em preço”, diz Haddad sobre imposto de importação
Brasil

“Não tem impacto em preço”, diz Haddad sobre imposto de importação

Por Joily Santos

Ministro da Fazenda defende proteção à indústria local e nega que medida vá encarecer produtos para o consumidor

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu na noite desta quarta-feira, 25, o aumento das alíquotas do Imposto de Importação, e rejeitou a avaliação de que a medida trará consequências sobre os preços ao consumidor.

A declaração foi dada na entrada do Ministério da Fazenda e ocorre em meio a projeções de que a mudança tarifária vai ampliar a arrecadação federal em cerca de R$ 14 bilhões em 2025.

Para o ministro, a elevação das tarifas tem caráter regulatório e visa proteger a produção instalada no país, diante da concorrência de produtos importados vendidos a preços artificialmente reduzidos.

Segundo Haddad, mais de 90% dos bens atingidos pela medida já são fabricados em território nacional, o que, na visão do governo, afasta qualquer pressão sobre os preços.

“Não tem impacto em preço, é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer, porque os produtos são feitos aqui, mas impede que uma empresa estrangeira, utilizando um subterfúgio, consiga concorrer com a empresa que está instalada no Brasil com um produto similar”, afirmou o ministro.

Celulares e a Zona Franca
Um dos focos do debate é o setor de eletrônicos, especialmente os telefones celulares. O varejo teme que a alta tarifária eleve o preço final dos aparelhos. Haddad rebateu a preocupação apontando que a maior parte dos celulares comercializados no Brasil é montada internamente, sobretudo na Zona Franca de Manaus.

“Mais de 90% dos celulares consumidos no Brasil são feitos no Brasil. Portanto, não há importação relevante”, disse o ministro.

Para o governo, a tarifa afeta apenas os aparelhos produzidos no exterior que chegam ao mercado brasileiro com preços incompatíveis com os praticados pela indústria local.

A medida foi aprovada pela Camex, a Câmara de Comércio Exterior, e o ministro argumentou que sua natureza regulatória dispensa a análise de impacto tributário convencional exigida para mudanças fiscais tradicionais. “É uma medida de proteção contra o comércio internacional desleal”, declarou.

As informações são do portal O Antagonista.