Governo deve gastar R$ 3,8 bilhões com benefícios a servidores em 2026
Por Joily Santos
Valor inclui reajustes, gratificações e mudanças nas carreiras do Executivo previstas no orçamento enviado pelo governo Lula
O governo federal prevê gastar R$ 3,8 bilhões em 2026 para pagar aumentos salariais, gratificações e mudanças na carreira de servidores do Poder Executivo. Na prática, esse dinheiro vai bancar reajustes e benefícios de funcionários públicos ligados a ministérios e órgãos do governo federal.
Esse valor faz parte do orçamento aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) e entra na conta das despesas primárias, que são os gastos como salários, benefícios e manutenção da máquina pública, e que contam para o cumprimento do arcabouço fiscal, a regra que limita quanto o governo pode gastar por ano.
No Orçamento, essas despesas aparecem com um nome genérico: “concessão de vantagens, aumentos de remuneração e alterações de estrutura de carreiras”, ou seja, isso significa:
1. Reajustes no salário base de servidores;
2. Pagamento de gratificações e adicionais;
3. Mudanças nas carreiras, como progressões, reclassificação de cargos e criação de novos planos de cargos.
Não se trata de um único aumento linear para todos os servidores, mas de um conjunto de medidas que mexem na remuneração e na estrutura das carreiras dentro do governo federal.
Esse valor reúne projetos de lei que já foram enviados ao Congresso em 2025 e que reorganizam carreiras do funcionalismo.
Entre eles, está o projeto que promove a reestruturação das carreiras da administração pública federal, além da proposta que cria um novo plano de cargos para o Ministério da Educação (MEC). Na prática, o Orçamento de 2026 apenas reserva o dinheiro necessário para pagar essas mudanças que já estavam em negociação.
As informações são do portal Metrópoles.