Advogado Pernambucano integra ADI no STF contra lei de SC que proíbe cotas raciais
Pernambuco

Advogado Pernambucano integra ADI no STF contra lei de SC que proíbe cotas raciais

Por Roberto Oliveira

Entidades nacionais ingressaram no Supremo Tribunal Federal com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei Estadual nº 19.722/2026, do Estado de Santa Catarina, que proíbe a adoção de cotas raciais e outras ações afirmativas nas universidades públicas e em instituições que recebem recursos públicos estaduais.

A ação foi ajuizada pelo PSOL Nacional, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela EDUCAFRO Brasil, histórica entidade do movimento negro, referência nacional e internacional na luta pela inclusão da população negra e pobre no ensino superior.

Entre os advogados que assinam a ADI está o advogado caruaruense Vamário Wanderley, que atua em conjunto com outros profissionais na elaboração da ação constitucional. .

Segundo a petição, a lei catarinense representa grave retrocesso social e racial, por violar a Constituição Federal, a autonomia universitária, o direito fundamental à educação, o princípio da igualdade material e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no combate ao racismo, além de contrariar precedentes consolidados do próprio STF que reconhecem a constitucionalidade das políticas de cotas raciais.

⚖️ Despacho inicial do STF

O relator da ação, o ministro Gilmar Mendes, determinou que o Estado de Santa Catarina, a Assembleia Legislativa e outras autoridades prestem informações no prazo de 48 horas, antes da análise do pedido de liminar que busca suspender os efeitos da lei, reconhecendo a relevância constitucional e a urgência da matéria.

A iniciativa reafirma que retrocessos em políticas de ações afirmativas não são compatíveis com a Constituição, sobretudo em um país marcado por profundas desigualdades raciais ainda não superadas.