O esvaziamento da força política do PL Pernambuco
Pernambuco

O esvaziamento da força política do PL Pernambuco

Por Roberto Oliveira

Pernambuco atravessa um momento político delicado, que não pode ser atribuído à ausência de conservadores ou à falta de apoio popular à direita. O cenário atual resulta de decisões internas que afastaram o partido de sua missão original, priorizando projetos restritos e deixando de dialogar com a base que historicamente o sustentou.

Ao longo dos últimos anos, faltou presença efetiva nos municípios, investimento em formação política e estímulo para novas lideranças. O reflexo disso é evidente: hoje, o PL não governa nenhuma prefeitura em Pernambuco. Nenhum prefeito permanece na sigla, o que revela um esvaziamento político preocupante para um partido que deveria estar enraizado no Estado.

A última saída foi a de Mano Medeiros, prefeito de Jaboatão dos Guararapes, gestor bem avaliado pela população, que optou por desvincular sua imagem do partido. A decisão simboliza um movimento de distanciamento provocado não por rejeição à direita, mas pela frustração com uma estrutura partidária que deixou de oferecer respaldo, diálogo e projeto coletivo.

Ainda há tempo para reflexão. A direita pernambucana existe e o povo está presente, mas o que precisa ser reconstruído é a confiança, com lideranças que são verdadeiramente abraçadas pelos conservadores, humildade e compromisso real com o Estado, para que o discurso volte a servir à sociedade e não aos interesses pessoais de pequenos grupos.

Por André Bolota*