UFPE consolida mais de 50% dos PPGs em nível de excelência em Avaliação Quadrienal da Capes
Pernambuco

UFPE consolida mais de 50% dos PPGs em nível de excelência em Avaliação Quadrienal da Capes

Por Joily Santos

Os programas de Biologia Animal, Ciências Biológicas e Serviço Social subiram para o conceito 7 e ficaram ao lado dos programas de Ciências da Computação, Engenharia de Produção e Física

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apresentou um desempenho destacável na mais recente Avaliação Quadrienal 2021-2024 dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), cujos resultados parciais foram divulgados na segunda-feira (12). Dos 93 programas avaliados, 23 obtiveram elevação de conceito, 57 mantiveram suas notas, três não foram avaliados por estarem em sua primeira avaliação, e apenas dez registraram queda. Como resultado, a UFPE passa a ter mais de 50% de seus PPGs classificados como de excelência, com conceitos 5, 6 e 7, consolidando-se como uma das instituições de maior destaque no sistema nacional de pós-graduação. Os programas de Biologia Animal, Ciências Biológicas e Serviço Social subiram para o conceito 7 e ficaram ao lado dos programas de Ciências da Computação, Engenharia de Produção e Física.

O processo avaliativo da Capes analisa, a cada quatro anos, o desempenho dos cursos de mestrado e doutorado em todo o país. A avaliação considera critérios como a qualidade da produção científica, a formação de recursos humanos, o impacto social, a internacionalização, a inserção regional e os mecanismos de planejamento e autoavaliação, atribuindo conceitos que variam de 1 a 7 – sendo as notas 6 e 7 reservadas a programas com padrão internacional de excelência.

Um dos avanços mais expressivos foi o crescimento do número de programas da UFPE com notas 6 e 7, que traduzem não apenas excelência acadêmica, mas também elevado grau de internacionalização e forte inserção social. Nesta avaliação quadrienal, a UFPE agora tem 15 PPGs nesses patamares, frente a apenas nove no ciclo avaliativo de 2017. Entre os programas que subiram de nota, destacam-se Biologia Animal, Ciências Biológicas e Serviço Social, que alcançaram conceito 7, além de Inovação Terapêutica, Engenharia Química, Química, Tecnologias Energéticas e Nucleares e Letras, que passaram a integrar o grupo com conceito 6. Também mantiveram suas notas máximas os programas de Ciências da Computação, Engenharia de Produção e Física, todos com conceito 7. Já os programas de Economia, Renorbio e Engenharia Civil mantiveram o conceito 6.

Outro dado relevante é a consolidação da base do sistema de pós-graduação da UFPE. O número de programas com conceito 5 permaneceu estável em relação ao quadriênio anterior, totalizando 33 PPGs. Além disso, seis programas que anteriormente possuíam conceito 3 avançaram para a nota 4, elevando para 35 o total de PPGs nesse patamar. No horizonte de longo prazo, o resultado evidencia um salto estrutural: entre 2017 e 2025, o número de programas com conceito 3 foi reduzido para menos da metade, passando de 24 para apenas 10, e destes 4 são recém-aprovados e receberam nota 3.

O reitor Alfredo Gomes destaca que, “em relação a 2018, a UFPE deu um salto histórico em nível de excelência na avaliação da Capes, ampliando de forma consistente o número de programas com notas 6 e 7, mais que dobrando sua presença no patamar de padrão internacional e consolidando um crescimento estruturante, sustentável e estratégico da pós-graduação. Para ele, os resultados mostram que a “a UFPE consolidou-se como referência nacional na avaliação da Capes, com mais de 50% dos seus programas de pós-graduação em nível de excelência, crescimento expressivo de notas 6 e 7, fortalecimento da internacionalização, da inserção social e da interiorização, mesmo diante de restrições orçamentárias”.

“Estamos todos celebrando o resultado da Avaliação Quadrienal da Capes, que confirma que a UFPE fez uma escolha política acertada ao investir de forma planejada, integrada e responsável na pós-graduação stricto sensu. Esses avanços se tornam ainda mais significativos quando considerados os desafios impostos por limitações de infraestrutura e pelo baixo nível de financiamento enfrentado pelas universidades públicas nos últimos anos, o que reforça a capacidade institucional da UFPE de planejar, priorizar e avançar mesmo em contextos adversos”, afirma o vice-reitor Moacyr Araújo. Para ele, as diretrizes definidas no Plano Institucional de Pós-Graduação (PIPG), em articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), permitiram a construção de uma política de longo prazo, com ações concretas voltadas à redução das assimetrias internas, ao fortalecimento dos PPGs dos campi do interior e à institucionalização da cultura de planejamento estratégico e da autoavaliação.