Hacker Walter Delgatti volta para 'presídio dos famosos', em Tremembé, para cumprir regime semiaberto
Brasil

Hacker Walter Delgatti volta para 'presídio dos famosos', em Tremembé, para cumprir regime semiaberto

Por Joily Santos

O hacker chegou a ser transferido em dezembro para a Penitenciária 2 de Potim, onde cumpria pena em regime fechado, e agora retorna a Tremembé para cumprir o semiaberto.

O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido novamente para a Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado', conhecida como o "presídio dos famosos", em Tremembé, no interior de São Paulo, para cumprir a pena em regime semiaberto.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que informou que Delgatti deu entrada na P2 ainda nesta quarta-feira (14).

Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. Em dezembro, ainda no regime fechado, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também na região do Vale do Paraíba.

Na última segunda-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o hacker cumprisse a pena em regime semiaberto.

Ele foi condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A defesa de Delgatti foi procurada pelo g1 para comentar a transferência para a penitenciária de Tremembé, e aguardamos retorno.

Invasão do CNJ
Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022.

Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena.

Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo.

Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.

Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.

Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.

As informações são do portal G1.