Coluna da terça-feira: Brasil acompanha de perto desdobramentos e consequências de prisão de Nicolás Maduro
O mundo inteiro foi surpreendido no último sábado, dia 3, com a notícia bombástica de que soldados dos Estados Unidos haviam invadido o território da Venezuela e de lá levado algemado o presidente do país, Nicolás Maduro. A esposa de Maduro, Cilia Flores também foi presa. O casal seguiu para o território americano, onde responderá por vários crimes, dentre eles, o de chefiar uma organização responsável pelo envio de drogas do país sul-americano para a América e outras partes do mundo.
No Brasil, a população acompanhou o noticiário com apreensão, já que as medidas adotadas na Venezuela podem e devem repercutir também no país, dado o fato de as nações dividirem uma extensa fronteira, mas principalmente pelas sequelas econômicas e políticas que poderão surgir no decorrer dos próximos dias.
Dada a polarização da cena política brasileira, houve quem sonhasse (e ainda sonhe) com uma intervenção semelhante no nosso país. A medida seria drástica e para muitos absurda, diante a força e importância do Brasil no cenário internacional. O alvo de Trump, na verdade, deverá ser a Colômbia e o México, países que para ele, representam os mesmos riscos e males que a Venezuela.
No campo político brasileiro, ainda é impossível aferir o impacto da intervenção americana na Venezuela. A eleição ocorrerá apenas em outubro e até lá as estratégias deverão ser definidas e redefinidas algumas vezes. Levarão a melhor aqueles que souberem se postar de forma mais inteligente no tabuleiro político nacional.
Alto preço - “Lamento profundamente a intervenção de um país em outro, mas na verdade a população venezuelana vem pagando um preço muito alto por ter sido vítima da incompetência e da roubalheira que se estabeleceram lá por tantos anos. É inadmissível que um país tão rico, com tantos recursos naturais, tenha o seu povo vivendo na miséria”. A fala é do deputado estadual Antônio Moraes, que nesta segunda concedeu entrevista à Rede Pernambuco de Rádios e à Coluna.
Pouco papo e muita ação - Quem também comentou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro foi o ex-ministro Gilson Machado Neto, que participou do programa “Cidade em Foco” desta segunda. “Donald Trump não é de ameaças e sim de cumprir seus compromissos. Maduro teve várias chances de estabelecer um diálogo franco, mas preferiu duvidar da coragem do presidente norte-americano”, falou ele.
Questão de justiça - Segundo o blogueiro Edmar Lyra, a possível indicação do presidente da Alepe, Álvaro Porto, para o posto de vice em uma chapa encabeçada por João Campos ao Governo do Estado, seria algo natural e justo. “Ele atendeu às demandas de João e contribui diariamente para o fortalecimento do seu projeto. Álvaro é alguém que agrega valor, pois ele é presidente de um partido e presidente de um poder. Ele tem bom trânsito, legitimidade e postura de líder, resta saber se João Campos vai querer ele na vice”, disse ele à Coluna.
Apoio em Pedra - O prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos, segue ampliando sua base política em Pernambuco. Nesta segunda-feira (05/01), recebeu o apoio de Júnior Vaz, prefeito de Pedra, no Agreste. A agenda contou com a presença da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (SD), além de prefeitos, ex-prefeitos e lideranças regionais. É o segundo apoio formal em 2026; o primeiro veio de Cachoeira, de Santa Cruz, no Sertão do Araripe.
Novo presidente - A segunda-feira foi marcada pela posse formal do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), o conselheiro Carlos Neves. Ele substitui o então presidente Valdecir Pascoal, muito elogiado pela sua gestão comprometida com o bom uso do dinheiro público. A solenidade de posse, que deverá ter a presença de autoridades de todos os poderes, acontecerá na quinta-feira (15).