Situação de Motta é “muito difícil”, diz líder da oposição na Câmara
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Situação de Motta é “muito difícil”, diz líder da oposição na Câmara

Por Joily Santos

À 'Folha', Cabo Gilberto Silva prometeu cobrar uma posição firme do presidente da Câmara contra o STF

Diante da crise institucional estabelecida no final de 2025, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), avaliou que a situação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB, foto) é “muito difícil”.

À Folha de S.Paulo, o parlamentar prometeu cobrar uma posição firme do presidente da Câmara contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente está em uma situação muito difícil. Ele está comandando a Câmara dos Deputados nessa crise institucional jamais vista na história do país”, afirmou.

Cabo Gilberto Silva disse ainda não ter nenhum problema com Hugo Motta na Paraíba.

“[A situação no estado] não tem problema nenhum. A gente vai trabalhar de forma imparcial. Ele é do nosso estado, Paraíba. Mas a situação do presidente não é confortável por conta dessa crise institucional”, afirmou.

No estado, líder da oposição na Câmara apoia a candidatura do deputado e ex-ministro Marcelo Queiroga (PL) ao Senado, enquanto Motta atua pela eleição do pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).

A severenização de Hugo Motta
Como mostrou Crusoé, Motta corre o risco de ser o primeiro presidente da Câmara a não conseguir ficar quatro anos no cargo desde que se estabeleceram regras para a reeleição na Presidência da Casa.

Na realidade, a penúria de Hugo Motta (Republicanos) junto a seu pares é tanta que petistas e bolsonaristas chegaram a avaliar até mesmo uma saída traumática para a função na retomada das atividades parlamentares, em fevereiro do próximo ano.

Seria algo inédito: nunca na história recente da democracia brasileira um presidente da Câmara foi defenestrado do cargo por incompetência ou por simplesmente não conseguir controlar seus comandados.

Para a sorte de Motta, o recesso parlamentar chegou antes que o plano ganhasse força.

Nos corredores da Câmara, Hugo Motta passou a ser comparado com o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcante, ex-integrante do baixo clero que, por essas surpresas da vida, conseguiu ser eleito presidente da Casa. Ele caiu porque cobrava propina de um empresário para operar o restaurante da Câmara.

A comparação não é pelo esquema de corrupção, mas pelo seu estilo frágil e sem determinação. As informações são do portal O Antagonista.