Taxa de desemprego é de 5,2%, com recorde de pessoas ocupadas
Por Joily Santos
Brasil tem recorde de 130 milhões de pessoas ocupadas, com nível de ocupação de 59%, o maior dos últimos 13 anos
O Brasil fechou o trimestre encerrado em novembro de 2025 com taxa de desemprego de 5,2%, a menor da série histórica iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), divulgados nesta terça (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também registram recorde de 130 milhões de pessoas ocupadas, cujo nível de ocupação foi de 59%, também o maior dos últimos 13 anos.
A taxa de desemprego recuou nas duas comparações, variando -0,4 ponto percentual frente ao trimestre móvel anterior, que foi de 5,6%, e -0,9 pontos ante o mesmo trimestre móvel de 2024, que foi de 6,1%.
Já o número de 5,6 milhões de desempregados foi o menor contingente da série histórica, com recuo de 7,2% (menos 441 mil pessoas) no trimestre e queda de 14,9% (menos 988 mil pessoas) no ano.
O contingente de população ocupada cresceu nas duas comparações, avançandoo 0,6% (601 mil pessoas) no trimestre e 1,1% (mais 1,1 milhão) no ano. O nível da ocupação variou 0,2 pontos a mais no trimestre e ficando estável no ano, com patamar de 58,8%.
Empregos em alta
O número de 53 milhões de brasileiros empregados no setor privado também bateu foi recorde da série, mas sem variações significativas no trimestre ou no ano. “O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi recorde da série (39,4 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,6% (mais 1,0 milhão de pessoas) no ano”, detalhou o IBGE.
Houve estabilidade no número de 13,6 milhões de empregados sem carteira no setor privado, no trimestre, com recuo de 3,4% (menos 486 mil pessoas), no ano.
Já no setor público, o número de 13,1 ,milhões de empregados foi recorde da série histórica, com alta de 1,9% (mais 250 mil pessoas) no trimestre e de 3,8% (mais 484 mil pessoas) no ano.
Autônomos e informais
Foram registrados 26 milhões de trabalhadores por conta própria, outro recorde da série histórica, mantendo-se estável no trimestre e crescendo 2,9% (mais 734 mil pessoas) no ano.
A informalidade registra taxa de 37,7% da população ocupada, com 38,8 milhões de trabalhadores informais. Patamar inferior aos 38,0 % (ou 38,9 milhões) observados no trimestre encerrado em agosto e também dos 38,8 % (ou 39,5 milhões) atingidos no trimestre encerrado em novembro de 2024.
Renda recorde
Também houve recorde no rendimento real habitual de todos os trabalhadores, no patamar de R$ 3.574, com altas de 1,8% no trimestre e de 4,5% no ano.
Outro número que superou a série histórica foi da massa de rendimento real habitual de R$ 363,7 bilhões. A alta foi de 2,5%, R$ 9 bilhões a mais no trimestre, e de 5,8%, mais R$ 19,9 bilhões no ano. As informações são do portal Diário do Poder.