Banco do Nordeste apresenta ações de desenvolvimento regional no Record Talks
Brasilia

Banco do Nordeste apresenta ações de desenvolvimento regional no Record Talks

Por Roberto Oliveira

“Não existe desenvolvimento sem crédito e inovação”. Foi baseado nessa premissa que o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Wanger de Alencar, apresentou, nesta quarta-feira, 10, em Brasília (DF), os programas de financiamento que a instituição vem executando para desenvolver os estados nordestinos e os municípios de Minas Gerais e Espírito Santo que são incluídos na área de atuação.

De acordo com o executivo, a atuação do BNB vem ajudando a reduzir as desigualdades regionais à medida que são estimuladas atração de investimentos, criação de emprego e elevação dos indicadores econômicos na região.

Denominado “O Capital que transforma”, o evento reuniu especialistas, lideranças, instituições e a sociedade civil para refletir, compartilhar soluções e gerar impacto real no Distrito Federal e no país. Os temas foram tratados no âmbito dos painéis “Os bancos regionais e sua missão” e “A inclusão financeira como ferramenta de desenvolvimento de uma nação”.

Segundo Wanger de Alencar, o BNB tem liderado a oferta de crédito na região, atraindo um volume de investimentos privados importantes. "Estamos quebrando recordes de aplicações em favor do desenvolvimento econômico e social, especialmente dos clientes de pequeno porte. Da infraestrutura ao microcrédito, nosso trabalho ajuda a transformar milhões de vidas. Nos últimos três anos, o BNB financiou cerca de R$ 180 bilhões. Isso representa uma média anual de R$ 60 bilhões, ou o equivalente a 4% do PIB do Nordeste", afirma.

O reflexo desses investimentos é percebido na economia da região, sobretudo entre pequenos empreendedores. Os programas de microcrédito orientado Crediamigo e Agroamigo representam cerca de 33% do volume contratado do BNB. "Em 2024, foram aplicados R$ 12,06 bilhões no microcrédito urbano e R$ 8,6 bilhões no microcrédito rural. São operações pequenas, feitas para alavancar o microempreendedor, muitos deles atuantes no setor informal, mas que representam um vetor importante para geração de renda e inserção social. Esses programas hoje abrigam um contingente de quatro milhões de clientes ativos. O impacto na renda familiar é marcante para essas famílias", explica o presidente.

Para estimular a geração de emprego, além de financiar grandes projetos de infraestrutura, o BNB destina mais de 60% da sua principal fonte, o FNE, a portes prioritários, estipulados pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional, política capitaneada pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional – MIDR. Em 2026, serão cerca de R$ 30 bilhões dos R$ 47 bilhões previstos para o FNE.

Além do presidente do BNB, participaram também o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson Sousa, o secretário de estado de Economia do DF, Daniel Carvalho, bem como outras autoridades.