União Progressistas formaliza pedido no TSE
Brasília

União Progressistas formaliza pedido no TSE

A Justiça Eleitoral recebeu oficialmente o registro da federação partidária entre União Brasil (UB) e Progressistas (PP), que passa a se chamar Federação União Progressista (UPB), conforme decisão publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral no processo 0601165-53.2025.6.00.0000 .

O movimento, que já vinha sendo articulado há meses em Brasília, tem forte impacto nacional, mas assume proporção especialmente relevante em Pernambuco, onde a nova federação reposiciona forças regionais e amplia o peso político de um de seus principais líderes regionais: o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

Em Pernambuco, Eduardo da Fonte comandou boa parte das negociações, tornando-se um dos principais nomes a consolidar a união entre as duas siglas. O PP, que já vinha ampliando sua capilaridade no estado, agora se fortalece ainda mais com a aliança formalizada com o União Brasil, ampliando bases municipais e construindo uma estrutura mais robusta para o pleito de 2026.

A federação nasce com duas marcas centrais: a força parlamentar, por unir duas bancadas relevantes e a capilaridade eleitoral, sobretudo em Pernambuco, onde ambos os partidos possuem prefeitos, vereadores e lideranças competitivas.

A partir de agora, União Brasil e Progressistas atuarão de forma conjunta nas eleições municipais e estaduais pelos próximos quatro anos, conforme previsto na resolução do TSE que regulamenta federações.

Impacto direto nas eleições de 2026

A oficialização da federação imediatamente reconfigura o tabuleiro político pernambucano. No estado, a UPB se torna uma das maiores estruturas partidárias rumo às eleições de 2026, seja na disputa para deputado, seja na montagem das chapas majoritárias.

Eduardo da Fonte, que possui histórico de articulação regional e bom trânsito entre prefeitos, amplia sua influência na construção das estratégias eleitorais da federação no estado. O novo bloco deverá disputar espaço direto com siglas fortes como o PSB, o PSD e o PT.

Com a federação, cresce a expectativa sobre a composição para as eleições majoritárias, especialmente para o Senado e para a Assembleia Legislativa, onde a UPB poderá ser decisiva na formação de alianças.

O documento oficial enviado ao TSE detalha toda a estrutura jurídica da federação, sua representação nacional e os registros cartoriais exigidos. A UPB é presidida nacionalmente por Eduardo Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (Progressistas), confirmando o peso das lideranças envolvidas na construção do bloco. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral destaca que todos os requisitos legais foram cumpridos, autorizando seu funcionamento pleno em todo o país.

Protocolo 0601165-53.2025.6.00.0000 (1).pdf