Grupo Vigil vence o Hackathon Moura 2025 e conquista prêmio de R$ 10 mil
Belo Jardim

Grupo Vigil vence o Hackathon Moura 2025 e conquista prêmio de R$ 10 mil

Por Roberto Oliveira

O grupo Vigil venceu o Hackathon Moura 2025 e levou a premiação de R$ 10 mil com uma solução voltada ao monitoramento e à previsão de falhas em sistemas de armazenamento de energia. O desafio reuniu 21 participantes entre mais de 50 inscritos e formou quatro equipes definidas por sorteio, com propostas em monitoramento remoto, inteligência artificial e aplicações práticas para o setor de energia.

Segundo Giovanna Couto, coordenadora do Hackathon Moura, o formato foi estruturado para dar destaque ao domínio técnico e à aplicação prática das soluções. “Nós estruturamos o hackathon para que as equipes conseguissem mostrar arquitetura, uso de dados e caminhos reais de aplicação. A preocupação sempre foi avaliar clareza, execução e viabilidade”.

O Vigil apresentou um sistema baseado em microcontroladores como Raspberry Pi para leitura de sensores e envio de dados ao ecossistema do Azure, que processa as informações e dispara alertas automáticos quando identifica anomalias. A equipe também desenvolveu um módulo de realidade aumentada para apoiar técnicos iniciantes com orientação visual e atualização de procedimentos do BES. O grupo foi formado por Pedro Guilherme, João Lucas e Abner Barreto, do IFPE Belo Jardim, Jadson Oliveira e Wesley Anthony, da ETE Pastor Isaac Martins Rodrigues, localizada em Abreu e Lima, na RMR, e Felipe Lemos, da UFRPE/UABJ.

João Lucas, que participou da edição 2024 do hackathon e ficou em terceiro lugar, voltou em 2025 mais experiente e conquistou o título ao lado da equipe. “Hackathon é uma competição de muito networking e aprendizado. São grupos sorteados, você não conhece ninguém. A capacidade de comunicação faz muita diferença. No hackathon do ano passado eu estava no primeiro período de faculdade; agora estou no terceiro e me sinto mais preparado em todos os sentidos”.

A avaliação foi feita por seis jurados que consideraram critérios como domínio técnico, impacto da solução, clareza na apresentação, viabilidade e capacidade de implementação. A banca contou com Grace Rocha, Coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto de Tecnologia Edson Mororó Moura (ITEMM), que reforçou o avanço do setor energético e a necessidade de soluções preditivas. “A gente vive um momento em que o BESS deixa de ser só bateria e passa a ser um sistema completo, conectado e cheio de sensores. A demanda cresce com datacenters, cidades inteligentes e novos modelos de consumo. Para atender bem, a gente precisa de sistemas capazes de prever falhas e reduzir complexidade. Iniciativas como o hackathon ajudam a formar pessoas e a criar soluções que amanhã podem estar dentro da própria empresa”.

O Jardim Digital teve dois dias de atividades gratuitas com palestras, oficinas, rodas de conversa e arenas temáticas como Robótica Copergás, FEBRABAN Gaming, Hackathon Moura e Circuito Baja Stellantis. O evento foi realizado pela Fundação Bitury em parceria com o IFPE Belo Jardim e a UABJ, com patrocínio de Grupo Moura, Stellantis, FEBRABAN, Itaú, Copergás, Ambev, Claro, NIC.br, CGI.br, TV Asa Branca, Grupo Ultra, CNI e Fecomércio PE, e apoio de Instituto Claro, Sebrae, Prefeitura de Belo Jardim, Governo de Pernambuco, Adepe, Porto Digital e Armazém da Criatividade.