Hugo Motta disse a aliados que a votação sobre facções não pode virar disputa política
Por Roberto Oliveira
A votação do projeto que equipara facções criminosas ao terrorismo foi adiada pela segunda vez nesta semana. Segundo interlocutores, o presidente da Câmara, Hugo Motta, busca evitar que o tema seja dominado pela polarização política, o que poderia comprometer o andamento da agenda de segurança pública na Casa.
Enquanto a oposição considera a proposta uma prioridade, o governo demonstra preocupação com possíveis repercussões diplomáticas e interpretações que possam permitir intervenções estrangeiras em operações de segurança. Por isso, o Planalto tenta vincular o debate ao projeto antifacções apresentado pelo Executivo.
A estratégia de Hugo Motta envolve revisar o rito de tramitação e definir um relator de perfil mais moderado, com o objetivo de reduzir tensões entre base e oposição e garantir uma discussão equilibrada sobre o tema.
Com informações do portal Vero Notícias.