Coluna da terça-feira: Disputa pelo Senado em Pernambuco promete acirramento e renovação em 2026
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Coluna da terça-feira: Disputa pelo Senado em Pernambuco promete acirramento e renovação em 2026

A eleição para o Senado Federal em Pernambuco, em 2026, tende a ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Com duas vagas em aberto, o cenário reúne figuras experientes da política estadual e novas lideranças que enxergam no pleito uma oportunidade de renovação. As movimentações já em curso nos bastidores mostram uma corrida marcada por articulações, alianças e cálculos eleitorais que deverão definir o rumo da disputa.

Entre os nomes mais fortes, o senador Humberto Costa (PT) aparece bem posicionado, sustentado pelo prestígio dentro do governo federal e pela fidelidade do eleitorado de esquerda. Já Marília Arraes (Solidariedade) lidera boa parte das pesquisas divulgadas até aqui, com forte apelo popular e presença consolidada na Região Metropolitana do Recife, o que a coloca como uma das favoritas para conquistar uma das vagas.

No campo do centro e da centro-direita, o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) mantém articulações intensas com lideranças do interior e figura bem nas sondagens, sendo apontado como um dos nomes mais competitivos fora do eixo da esquerda. Eduardo da Fonte (PP) aposta em sua estrutura partidária e trajetória parlamentar, buscando unir a base progressista do seu grupo político para sustentar a candidatura.

O ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) também é visto como forte postulante, articulando-se junto ao governo federal e avaliando o melhor momento para oficializar sua entrada na disputa. Já o senador Fernando Dueire (MDB) vem ampliando seu espaço político por meio de uma rede sólida de prefeitos e lideranças municipais, o que pode se transformar em vantagem nas urnas. No campo conservador, o ex-ministro Gilson Machado e Anderson Ferreira do (PL) apostam na força do bolsonarismo em Pernambuco para consolidar seu nome entre o eleitorado mais à direita.

Embora ainda haja indefinições, o quadro aponta para uma disputa equilibrada, com pelo menos seis candidaturas de peso em estágio avançado de articulação. As alianças partidárias, a formação das federações e o posicionamento dos palanques estaduais serão fatores decisivos na reta final da corrida.

Seja qual for o desfecho, o pleito de 2026 para o Senado em Pernambuco deverá traduzir não apenas uma escolha entre nomes, mas também uma disputa de projetos, estilos e caminhos políticos para o futuro do estado — o que promete fazer dessa eleição uma das mais estratégicas e imprevisíveis da próxima década.

Inclusão - Cumprindo agenda de trabalho no Rio de Janeiro, Andrea Medeiros participou, nesta segunda-feira (3), de um importante debate sobre políticas educacionais para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O tema é um desafio para os quase 100 municípios que participam da C40, a Cúpula Mundial de Prefeitos que antecede a COP30. Andréa acompanha o prefeito Mano Medeiros e representa Jaboatão como delegada no evento, apresentando o trabalho de inclusão e diálogo realizado no município, buscando outras soluções que contribuam para o desenvolvimento dessas crianças. Os assuntos discutidos serão levados a Brasília por uma comissão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).

Soldado do partido - “Sou um soldado do partido, estou a disposição do PL e do povo de Pernambuco. Se for para o bem do povo de Pernambuco e do meu partido, estou sim a disposição”. A fala é do deputado federal Coronel Meira, que nesta segunda, em entrevista a Rede Pernambuco de Rádios não afastou a possibilidade de disputar o Governo do Estado em 2026 pelo PL.

Só não vota em João - Ainda na entrevista a Rede Pernambuco de Rádios, Coronel Meira disse que não teria nenhuma dificuldade em votar e apoiar o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. “Eu só tenho uma certeza, que é de que em João Campos eu não voto de jeito nenhum”, disse ele, acrescentando ainda que cabe unicamente ao presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, estreitar os laços entre a legenda e a governadora do Estado.

Inconstitucional - “Trata-se de um consórcio absolutamente inconstitucional. O que eles querem, de fato, é criar uma milícia, já que a Constituição não permite tal ação. Nunca vi você pregar a paz, através da morte. É ilegal e inconstitucional”. A frase é do advogado Dr. Paulo Lima, que, em participação na Rede Pernambuco de Rádios, bateu pesado na ideia de criação de um consórcio entre estados para o enfrentamento ao crime organizado.

Allan fora - Allan Kardeck não é mais secretário de Administração da cidade de Vertentes. Seu pedido de exoneração foi publicado na última semana no Diário Oficial do município. A saída de Allan da gestão do prefeito Israel Ferreira coincide com o momento de ruptura entre o gestor e o ex-prefeito Romero Leal. Há poucos dias, Allan declarou apoio ao projeto eleitoral de Israel para a eleição do próximo ano, restando saber se tal posição está mantida com sua saída do governo.

Novo desembargador - Na tarde desta segunda-feira (3), através de votação no Pleno, o TJPE escolheu a lista tríplice. Não demorou muito para que a governadora tomasse sua decisão e escolhesse, dentre os três, o nome de Carlos Gil Rodrigues Filho como novo desembargador da corte pernambucana. Com a nomeação, está concluído o processo de indicação da OAB para o cargo.

Novo presidente - Durante a sessão do Pleno do TJPE, também ficou decidido a nova mesa diretora para o biênio 2026-2028. Com isso, a definição é de que o desembargador Francisco Bandeira de Mello será o novo presidente do Tribunal. A chegada de Bandeira de Mello marcará o encerramento da gestão de Ricardo Paes Barreto, atual presidente que teve uma gestão muito elogiada.