Vereador Eduardo Cassapa questiona relatório da Comissão de Inquérito que protegeu filiados do PSB em Gravatá
Gravatá

Vereador Eduardo Cassapa questiona relatório da Comissão de Inquérito que protegeu filiados do PSB em Gravatá

Por Redação

Na manhã da quarta-feira (29) durante a 5ª Reunião Ordinária do 4º Período Legislativo de 2025 da Câmara de Vereadores, o vereador, Eduardo Cassapa (Mobiliza) questionou a investigação sobre contratos na Secretaria de Educação de Gravatá, pela Comissão Especial de Inquérito (CI). Ele destaca que a convocação da secretária de Educação para então abrir a CI foi por unanimidade.

Ainda na última sessão, realizada na terça-feira (29), o vereador levantou questionamentos sobre a votação de um relatório da Comissão de Inquérito (CI) realizado sem que, segundo ele, os parlamentares tivessem tido acesso prévio ao documento. Os vereadores, Regis e Maria Vilar também se posicionaram contra a votação sem ler o documento.

Eduardo Cassapa questionou por que não investigaram a obra do Salgadão, a reforma do Hospital Municipal e destacou o lixo, porque ninguém fiscalizou a empresa Via Ambiental, depois a AJA e a empresa Viação Soares, porque não foram investigadas. O vereador questionou o porquê de contratos das secretarias que os filiados do PSB ocuparam não foram investigados.

“A serviço de quem? De quê? Quem encomendou isso aqui? Ou a gente não sabe que o Salgadão foi licitado um projeto e executado outro. Não podemos blindar ninguém. Quem era o secretário quando o aterro perdeu a licença e passou três anos? Se a AJA chegou em Gravatá pelas mãos do deputado Waldemar Borges, me digam. Porque é que o povo esperneia com o valor do lixo hoje, mas ninguém questionou quantos por cento de aumento o contrato sofreu com a AJA. Por que isso não podia ser investigado?”

O parlamentar, fez o questionamento da Comissão de Inquérito. “Outra coisa que me causa espanto, qual é o papel de uma CI? Juntar provas e apresentar o relatório para os órgãos de controle. Aqui no final, pede que os órgãos investiguem porque há indícios. E esses 120 dias foram pra quê? Por fim, votei para aprovar uma CI que tinha intuito de investigar todas as empresas e me causa estranheza por não terem sido investigadas todas as empresas.

Pra mim se torna instrumento político para criar narrativas e defender os interesse de Waldemar Borges e atacar o prefeito, e não tem essa finalidade. Termino muito triste porque não vi isonomia, não vi imparcialidade. Por isso tudo que acabei de relatar, voto contra”, concluiu.

O episódio expôs novamente o clima de tensão e desconfiança dentro da Casa Legislativa, marcada por divergências políticas e disputas internas.