Deputado Joel da Harpa protocola denúncia no Ministério Público contra ação educativa do Projeto “Bora Vencer” do deputado Pedro Campos
Denúncia

Deputado Joel da Harpa protocola denúncia no Ministério Público contra ação educativa do Projeto “Bora Vencer” do deputado Pedro Campos

Por Redação

O deputado Joel da Harpa protocolou hoje, no Ministério Público, representação formal contra a suposta “ação educativa” realizada pelo Projeto Bora Vencer, de responsabilidade do deputado Pedro Campos. A denúncia acusa existência de grave falta de zelo e respeito em atividade pública na qual o parlamentar organizador e outros participantes teriam exposto os alunos a conteúdo inapropriado.

De acordo com a denúncia, num vídeo que circula nas redes sociais, o próprio deputado Pedro Campos foi visto dançando e cantando junto com os alunos durante a ação. Segundo o deputado Joel, a performance incluiu letras de teor sexual explícito, executadas na presença de estudantes, o que configura, segundo ele, total desrespeito aos presentes e conduta incompatível com uma atividade educativa.

“O que era para ser um momento pedagógico transformou-se em espetáculo de mau gosto e desrespeito com crianças e adolescentes. É um absurdo expor alunos a conteúdo claramente sexualizado em uma atividade que se diz educativa”, declarou Joel da Harpa. Segundo o parlamentar, o mais absurdo é que a iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Juventudes do Ministério da Educação.

A atitude do parlamentar pode configurar violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), notadamente os arts. 5º e 17, que garantem o respeito à dignidade, honra e integridade moral dos menores.

- A exposição de adolescentes a conteúdo inapropriado e sexualizado, em espaço público e promovido por figura pública, pode caracterizar crime previsto no art. 241-E do ECA, além de configurar possível improbidade administrativa (caso tenha havido uso de recursos públicos ou violação de decoro).
- A conduta ainda poderá ser enquadrada como apologia à violência contra a mulher, em desacordo com os princípios da Lei Maria da Penha e da Lei nº 11.340/06.

letra inclui expressões como:

- “a safada ligou pra mim, doidinha pra se envolver”;
- “prepara a boceta que hoje tu vai levar botada”;
- “toma na cara piranha safada”
- além de outras frases que vulgarizam a figura feminina, promovem a hipersexualização de mulheres e contêm palavrões e conotação de violência sexual.
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A referida conduta foi praticada em ambiente público, durante evento institucional de caráter educacional, voltado à preparação de jovens para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).