Luciana Santos defende frente ampla para isolar extrema direita, em Congresso do PCdoB
Por Redação
Em ato político com presença do presidente Lula, do prefeito do Recife João Campos, de ministros e diversas lideranças políticas e sociais, o PCdoB deu início à etapa final do seu 16º Congresso, nesta quinta-feira (16), em Brasília. Durante o evento, a presidente nacional da sigla, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, fez a defesa de uma frente ampla para derrotar a extrema direita.
Com a presença de cerca de mil militantes, aliados e amigos do PCdoB, a atividade se converteu num momento de exortação da soberania, da democracia e da justiça social e da importância de reeleger o presidente Lula em 2026.
“Nosso país vive mais um momento crucial da nossa história. Temos, diante de nós, dois caminhos: ou seguimos pela via da soberania, do desenvolvimento e da democracia, ou retrocedemos ao autoritarismo e à submissão à extrema direita”, disse Luciana.
O evento, que segue até domingo (19), vai aprovar projeto de resolução política e eleger a nova direção nacional do PCdoB. A ministra será reconduzida à presidência da sigla.
Ao iniciar sua fala, ela destacou que o seu partido sempre valorizou a convivência democrática com aliados, mas também com adversários. “Cada vez mais precisamos zelar por essa convivência respeitosa, sobretudo em tempos em que a extrema direita vem disseminando a cultura do ódio, da intolerância e da violência. A palavra de ordem de nosso partido é frente ampla e isolar a extrema direita”.
Segundo Luciana, a eleição de 2026 terá um caráter estratégico: “será uma batalha do Brasil de Tiradentes, daqueles que defendem a independência, a soberania e o desenvolvimento, contra o Brasil do Joaquim Silvério dos Reis, dos entreguistas, dos traidores da pátria”.
Recebido com gritos de “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, o presidente Lula fez longo discurso, no qual disse que, se for candidato à reeleição, será para vencer. E conclamou a militância a derrotar a extrema direita. “Se eu for candidato, não é para disputar, é para ganhar. Não temos o direito de permitir que a extrema direita volte a governar este país”, disse.
Lula cobrou da militância de esquerda uma atuação mais incisiva junto à população e com uma linguagem que seja entendida pelos milhões de brasileiros.
“Temos que pensar um país maior, um país que o povo seja capaz de compreender o que a gente está propondo para ele. Tem de ser um país que as pessoas acreditem que é possível ser construído. E muitas vezes eu acho que a nossa linguagem, o nosso discurso, está muito distante do nível de compreensão de milhões de pessoas que gostariam de nos escutar. Mas a gente muitas vezes não percebe que a linguagem é a melhor forma de expressão que Deus deu para nós”, colocou.
Já o prefeito do Recife, João Campos (PSB), declarou que uma democracia forte prevê partidos fortes e uma imprensa livre. “E a gente sabe a história que o PCdoB tem no nosso país e na luta democrática brasileira”. Ele lembrou, ainda, que suas duas gestões à frente da prefeitura, agora com o vice comunista Victor Marques, são mais uma prova “de que a esquerda brasileira está viva e pronta para governar”.